domingo, 26 de outubro de 2008

12ª semana

Na disciplina de Organização e Gestão da Educação, estamos trabalhando com o financiamento da educação. Consegui aprender a diferença entre o Fundeb e o Fundef. O primeiro surgiu com o final do período de validade do Fundef (Fundo de Manutenção e Desenvolvimento do Ensino Fundamental e de Valorização do Magistério) em 31de dezembro de 2006. O Fundeb surge com o objetivo de manutenção e desenvolvimento da Educação Básica e remuneração condigna dos profissionais da educação, neste fundo foram incluídos os alunos da educação infantil, do ensino médio e da educação de jovens e adultos e formas de fiscalização do emprego correto das verbas. Para tentar reduzir o desvio das verbas que na área da educação é ou era sempre muito grande, trouxeram para próximo do cidadão as verbas e o controle das mesmas. Muitos dos recursos são repassados direto para as escolas e outros para o município.Os órgãos de controle, Conselhos Municipais, têm a participação do poder público, de representantes dos professores, pais e alunos.Assim com as verbas mais próximas e com o controle da população civil, espera-se que as verbas, ainda não suficientes, cheguem ao seu destino para melhorar a qualidade da educação.

domingo, 19 de outubro de 2008

11ª semana

Esta semana trabalhei com o texto “Educação da classe trabalhadora: Marx contra os pedagogos marxistas”. Segundo Marx os filhos de trabalhadores deveriam, a partir dos nove anos, trabalhar e ter uma formação escolar. Esta formação não deveria ser realizada pelos governos, nem pelas igrejas, mas pelos próprios trabalhadores e não deveria ser o lugar de ensino de qualquer disciplina que implicasse uma “visão de classe”, ou “ideologias”. Deveria se ensinar ciências modernas, gramática e as diversas tecnologias. A filosofia, a religião e a economia política seriam realizadas pelos adultos ou em escolas ou outros organismos constituídos autonomamente pelas classes proletárias. Estas idéias estão relacionadas com a linha de pensamento do Professor Jorge Ramos do Ó, o qual diz que a escola de hoje é uma máquina de formação de comportamentos e que ela serve para perpetuar o que já existe, pois ela é pensada, fiscalizada, organizada e mantida pelo Estado, neste formato ela nunca poderá transformar a sociedade, só se houvesse um rompimento desta estrutura é que poderia haver uma escola diferente.

domingo, 12 de outubro de 2008

10ª semana

Esta semana trabalhei com o texto: “ORGANIZAÇÃO CURRICULAR DA ESCOLA E AVALIAÇÃO DA APRENDIZAGEM” de Maria Beatriz Gomes da Silva . A autora coloca que “Dentre as formas de organização curricular, as mais freqüentes nas escolas brasileiras são denominadas de regime seriado e regime ciclado.” De acordo com a LDB a escola teria autonomia para escolha da forma de organização curricular. Este fato não ocorre em todas as escolas, por exemplo as municipais de Porto Alegre, pois segundo o Caderno 09 da Prefeitura de Porto Alegre, documento que apresenta o sistema do município, todas as escolas municipais são obrigadas ao regime ciclado. A forma de avaliação e de progressão também é determinada pela mantenedora, e é a própria secretaria de educação quem dá ou não o aval para a manutenção de um aluno. Desta forma, percebe-se que a autonomia conquistada na lei ainda não foi conquistada na prática.

sábado, 4 de outubro de 2008

9ª semana

Esta semana trabalhando com os textos das Constituições nos capítulos referentes à Educação consegui ter uma visão mais detalhada de história da Educação no Brasil. Só na Constituição de 1934, surge um capítulo especial sobre a Educação. Nesta mesma constituição apenas o ensino primário integral era garantido gratuitamente e tinha freqüência obrigatória extensivo aos adultos, os outros níveis não eram garantidos nem a obrigatoriedade nem a freqüência, nestes níveis a lei falava apenas em “tendência à gratuidade”. No artigo 150, parágrafo único é colocado a “limitação da matrícula à capacidade didática do estabelecimento e seleção por meio de provas de inteligência e aproveitamento”, ou seja, a exclusão acontecia amparada pela lei desde os primeiros anos escolares. Quanto aos recursos o financiamento da Educação também viriam , segundo artigo 157, “ de uma parte dos seus patrimônios territoriais” “das sobras das dotações orçamentárias acrescidas das doações” além de outros recursos. Além disso a obrigatoriedade do Estado na manutenção e expansão do ensino público não era garantida. No artigo 148 desta constituição são colocados termos como: “favorecer e animar, proteger, prestar assistência” No artigo 149 diz que “a educação é direito de todos e deve ser ministrada, pela família e pelos Poderes Públicos”. Se pensarmos que estas atitudes eram grandes avanços naquele momento, começamos a perceber como é lento o processo de desenvolvimento da educação no Brasil.

domingo, 28 de setembro de 2008

8ª semana

Semana passada participei das Conversações Internacionais, ocasião em que tive a oportunidade de ouvir o professor Jorge Ramos do Ó ,com o tema “A maquinaria escolar moderna entre os séculos XVI a XIX: Estruturas de uma história do presente”. Além de abordar alguns temas já trabalhados por nós na Interdisciplina de Escolarização, Espaços e Tempo na Perspectiva Histórica com o texto “A Maquinaria Escolar” de Julia Varela e Fernando Alvarez , o palestrante tratou de outros assuntos. Aqui seguem algumas afirmações dele que chamaram a minha atenção:
• Embora tenhamos alguns alunos que não conseguem ler, estes mesmos, por outro lado, usam MSN e orkut com muita capacidade de comunicação. Este fato é a primeira vez que ocorre na história da humanidade, ou seja, que a juventude produza e utilize uma forma de comunicação diferente daquela dos adultos.
• Não podemos continuar formando alunos para o passado, aquela sociedade não existe mais, aqueles alunos também não, os problemas e as complicações são diferentes hoje, e serão ainda mais no futuro.
• Os alunos são especialistas em estudar, mas não desenvolvem a capacidade de investigação.
• A internet conseguiu desconstruir os conceitos de tempo e de espaço.
• A escola tem uma estrutura celular (que vem de cela de presídio, hospital, seminário, os alunos são internados). Esta escola faz treino de imobilização e de trabalho árduo.
• As turmas são homogêneas, se algo está fora deste padrão tem de ser eliminado ou contornado com alguma estratégia. Assim os alunos têm de construir sua identidade dentro de um grupo que é muito parecido com ele próprio.
• Foi a escola que reclamou para si a função educativa, antes ela era só instrutiva, por considerar a rua perigosa, para evitar os vícios das famílias. Hoje os professores reclamam deste acumulo de tarefas que todos têm. Hoje se tem como meta produzir um cidadão, antes era um ser culto. O professor não se coloca do ponto de vista do saber, ele quer resgatar o aluno.
• A avaliação é prescritiva, como deve ser o aluno no futuro.Ela está presente em tudo , quase que diariamente, até que o individuo se auto-avalie.
• A escola é uma máquina de formação de comportamentos. A escola tem o poder de perpetuar e não de transformar. Para que haja uma modificação neste sistema é necessário que o aluno deixe de ser leitor e passe a ser escritor, assim o professor perde o controle sobre o aluno e consequentemente o estado.

domingo, 21 de setembro de 2008

7ª semana

Nesta semana fiquei ocupada e preocupada com o projeto de aprendizagem. Trabalhar em projetos e desenvolvê-los é algo comum e natural ao ser humano, mesmo sendo uma atividade intencional. Em um projeto estão inseridas palavras como intenção, esquema e metodologia. Projeto de ensino são aqueles projetos apresentados e desenvolvidos pela escola, pelos professores e as decisões partem destes. Projetos de aprendizagem são aqueles em que o aluno escolhe o tema, o assunto que vai pesquisar e decidi qual dúvida ele quer responder com o projeto. Para começarmos um projeto devemos primeiro escolher a pergunta que dará direção ao projeto. Após temos de criar uma lista com as certezas e dúvidas com relação à pergunta, estes, itens provisórios, que irão trocando de lugar com o desenvolvimento do projeto. Então devemos começar a pesquisar sobre o assunto.

Fonte: http://www.portalensinando.com.br/ensinando/principal/conteudo.asp?id=2033

domingo, 14 de setembro de 2008

6ª semana

Após a leitura dos dois textos, de Erikson e Maturana, consegui perceber as seguintes questões. O primeiro autor apresenta aspectos relacionados com o psicológico e com o comportamental, dividindo por etapas, com uma classificação pré-determinada, o desenvolvimento humano. Este autor coloca como ponto principal de cada etapa a dicotomia, a crise e a necessidade de superá-la para resolver a crise da etapa seguinte. Já Maturana não apresenta esta classificação por etapas, por compreender que a experiência de viver é construída no momento em que estamos interagindo no mundo, como somos autônomos e auto-produtores, esta experiência não é pré-estabelecida mas construída , isto ocorre através do engajamento da linguagem e da emoção, as quais estabelecem a forma de como encontramos com o outro, se concebemos a realidade como única (caminho 1- objetividade-sem-parênteses) o outro deverá fazer o que dissermos ou está contra nós; se concebermos que não há verdade absoluta, nem verdade relativa, mas há muitas verdades diferentes, (caminho 2 – objetividade-entre-parênteses) o encontro com o outro será de aceitação, amoroso. Esta segunda teoria, das transformações na convivência, de Maturana, conseguiu satisfazer bem mais aquilo que eu penso da existência humana que é uma para cada pessoa, construída dia-a-dia e pode ser reformulada a qualquer momento.