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domingo, 30 de novembro de 2008

17ª semana

Refazendo um trabalho de ECS que tem como texto de apoio “A educação para além do capital” de István Mészáros me deparei com as seguintes afirmações de José Martí “Ser cultos es el único modo de ser libres” “ Educar es depositar en cada hombre toda la obra humana que le há antecedido; es hacer a cada hombre resumen del mundo viviente hasta el dia en que vive… ". Estas poéticas falas de José Martí mostram a grandiosidade e a importância do ser educador e colocam a educação como realmente uma arte. A primeira afirmação mostra o caminho para a liberdade na tentativa de libertar-se de todas as armadilhas, amarras, tentativas de manipulação que a classe dominante e parte da sociedade, a qual já foi dominada, impõem sobre nós, os poucos que ainda conseguem resistir ao seu poder.

domingo, 16 de novembro de 2008

15ª semana

No Brasil temos um sistema educativo fragmentado, compreendendo várias redes de velocidades diversas, mal se compara ao modelo que veio dos ocidentais na segunda metade do século XIX e deu origem ao nosso. O estado nunca quis ou pôde controlar o conjunto do processo de escolarização de massa ao longo do século XX. Assim temos hoje basicamente dois modelos: educação pública X educação particular. A segunda serve para formar os filhos de uma elite. A outra serve para a maior parte da população. A escola pública apresenta uma série de problemas : falta de verbas necessárias para uma educação de qualidade, baixos salários para os professores, desmotivando muitas pessoas a tornarem-se professores ou permanecerem na profissão, baixo nível de qualificação dos professores, ou presença de professores leigos em sala de aula, falta de infra-estrutura nas escolas, descentralização das verbas deixando a cargo da comunidade escolar resolver seus problemas com tão pouca verba. Como resultado de todo este descaso, os índices de desempenho dos alunos das escolas públicas, em qualquer das avaliações existentes é alarmante, mesmo dentro da América Latina aparecemos mal colocados. Algo de urgente tem de ser feito para mudar esta situação.
Fonte: AKKARI, A. J. Desigualdades educativas estruturais no Brasil: entre Estado, privatização e descentralização. In Educação e Sociedade, ano XXII, n.74, abril 2001. p. 163 – 189.
Disponível em http://www.scielo.br/scielo.php? script=sci_arttext&pid =S0101-73302001000100010&lng=en&nrm=iso

domingo, 9 de novembro de 2008

13ª semana

Neste post vou apresentar algumas idéias de Maurice Tardif sobre o trabalho docente e fazer uma reflexão relacionando estas idéias com a prática em sala de aula, do texto “O trabalho docente, a pedagogia e o ensino” Cap. 3. p.112 de Maurice Tardif trabalhado na disciplina de ECS . No texto o autor usa diferentes recursos conceituais e empíricos para apresentar a natureza da pedagogia e do ensino no ambiente escolar com o objetivo de “mostrar como a análise do trabalho dos professores, considerado em seus diversos componentes, tensões e dilemas, permite compreender melhor a pratica pedagogia na escola.” (Tardif, 2003 p.2). Vou analisar a seguinte afirmação do autor:
"Constata-se, portanto, que a maioria das pessoas que se interessam pelo ensino fala sobretudo, e até exclusivamente, daquilo que os professores deveriam ou não deveriam fazer, ao invés de se interessar pelo que fazem realmente." (Tardif, 2003 p. 3).
Nesta afirmação aparece um fato que é muito comum de ser observado nas pesquisas realizadas em sala de aula, quando são analisadas aulas gravadas em vídeo ou em áudio ou com a observação direta, ou por entrevistas ou ainda pela análise de materiais produzidos pelos professores (planejamento, avaliação). Então os pesquisadores entram em sala de aula com uma teoria e “avaliam” se os professores utilizam determinada teoria e qual o motivo para isto. Outras vezes fazem listas de atitudes ou atividades “erradas”, segundo a visão do pesquisador, que os professores tem e/ou utilizam em sala de aula. Na maioria das vezes os resultados nunca são apresentados ou discutidos com o professor pesquisado. É uma rotina o pesquisador chegar na escola colher os dados e virar as costas. Nas escolas em que trabalho, tenho brigado para que o processo não seja assim. Primeiro que seja apresentado o projeto de pesquisa para todos, que os resultados sejam trazidos para escola e principalmente o pesquisador apresente uma proposta de trabalho para contribuir com a escola, ou seja, desenvolver um trabalho em contrapartida ao direito de colher os dados. Já conseguimos desta forma curso de informática para alunos, palestra para pais e alunos, oficinas com atividades lúdicas.

domingo, 19 de outubro de 2008

11ª semana

Esta semana trabalhei com o texto “Educação da classe trabalhadora: Marx contra os pedagogos marxistas”. Segundo Marx os filhos de trabalhadores deveriam, a partir dos nove anos, trabalhar e ter uma formação escolar. Esta formação não deveria ser realizada pelos governos, nem pelas igrejas, mas pelos próprios trabalhadores e não deveria ser o lugar de ensino de qualquer disciplina que implicasse uma “visão de classe”, ou “ideologias”. Deveria se ensinar ciências modernas, gramática e as diversas tecnologias. A filosofia, a religião e a economia política seriam realizadas pelos adultos ou em escolas ou outros organismos constituídos autonomamente pelas classes proletárias. Estas idéias estão relacionadas com a linha de pensamento do Professor Jorge Ramos do Ó, o qual diz que a escola de hoje é uma máquina de formação de comportamentos e que ela serve para perpetuar o que já existe, pois ela é pensada, fiscalizada, organizada e mantida pelo Estado, neste formato ela nunca poderá transformar a sociedade, só se houvesse um rompimento desta estrutura é que poderia haver uma escola diferente.

domingo, 31 de agosto de 2008

4ª semana

Qual a definição de educação?

Segundo Durkheim os erros de algumas definições estariam no aspecto que “Elas partem do postulado de que há uma educação ideal, perfeita, apropriada a todos os homens, indistintamente; é essa educação universal a única que o teorista se esforça por definir. Mas, se antes de o fazer, ele considera história, não encontraria nada em que apoiasse tal hipótese. A educação tem variado infinitamente, com o tempo e o meio.” Ou seja o fim da educação é historicamente construído, varia de acordo com cada período e não pode ser fixo. E para cada período o modelo de educação é uma imposição da sociedade pois sem este modelo em comum os homem não poderiam relacionar-se.
Segundo o autor: “A educação é a ação exercida pelas gerações adultas sobre as gerações que não se encontram ainda preparadas para a vida social; tem por objeto suscitar e desenvolver, na criança, certo número de estados físicos, intelectuais e morais, reclamados pela sociedade política no seu conjunto e pelo meio especial a que a criança, particularmente, se destine.”
Partindo desta definição constatamos que temos duas parte uma um ser individual e outra um ser social. “Constituir esse ser social em cada um de nós tal é o fim da educação.” Pois este homem social e moral não nasce pronto, ele tem de ser construído ao longo de sua existência. A educação “cria no homem um ser novo”, atividade está que é restrita aos seres humanos e que acontece porque o homem vive em sociedade.

Trabalho realizado baseado em :

DURKHEIM, Émile. A educação como processo socializador: função homogeneizadora e função diferenciadora In PEREIRA, LUIZ e FORACHI, Marialice. Educação e sociedade: leituras de sociologia da educação. 8. ed. São Paulo: Nacional, 1977.

domingo, 24 de agosto de 2008

3ª semana

Como um professor é constituído.....

Primeiro de suas vivências em família durante a infância e principalmente na escola, depois das relações que ele vai construindo com os seus professores. Das experiências que ele vai passado pela vida, das atividades extracurriculares que ele participa. Até o momento em que ele decide ser professor. Então o curso, o currículo, a visão política dos professores são muito importantes, assim como, os educadores e pensadores com os quais ele entra em contato, durante a sua formação formal, através dos livros. Por último e num nível de igualdade com os demais, a escola onde ele trabalha, os alunos, a direção, os pais daquela comunidade, ou seja, todas as experiências fazem parte desta construção de um professor, a qual nunca acaba.