domingo, 26 de setembro de 2010

6ª Semana

Para a realização do TCC estou trabalhando com o conceito estudando durante o curso sobre Arquiteturas Pedagógicas:

As arquiteturas pedagógicas são, antes de tudo, estruturas de aprendizagem realizadas a partir da confluência de diferentes componentes: abordagem pedagógica, software, internet, inteligência artificial, educação a distância, concepção de tempo e espaço. O caráter destas arquiteturas pedagógicas é pensar a aprendizagem como um trabalho artesanal, construído na vivência de experiências e na demanda de ação, interação e meta-reflexão do sujeito sobre os fatos, os objetos e o meio ambiente sócio-ecológico [Kerckhove 2003 apud Carvalho2005]. Seus pressupostos curriculares compreendem pedagogias abertas capazes de acolher didáticas flexíveis, maleáveis, adaptáveis a diferentes enfoques temáticos. (Carvalho, 2005)


Embora esta definição de APs esteja relacionada com a Educação a Distancia eu a utilizarei fazendo algumas ressalvas para que esta nova perspectiva de educação também possa ser utilizada no ensino presencial.

terça-feira, 21 de setembro de 2010

5ª semana

Como estou trabalhando com tema “Arquiteturas Pedagógicas” fui pesquisar quando este termo foi usado pela primeira vez, pois no curso só trabalhamos com um texto sobre o assunto. Durante a pesquisa encontrei o termo sendo usado em 2002 por um grupo de professores da PUC. O título deste trabalho é: “Proposta de uma arquitetura pedagógica na formação de docentes diferenciados: uma experiência brasileira em EAD” este trabalho consta de um projeto de capacitação de professores educação a distância para os professores da PUCRS, tal atividade é assim descrita:
“No processo de capacitação, com duração de 110 horas, os professores não só lidam com processos de inserção em EAD, com competência em ferramentas e tecnologias mas, principalmente, ressignificam sua concepção e suas práticas acerca do ensino e da aprendizagem. Mediante situações-problema, os docentes constroem ambientes de aprendizagem, nos quais o sujeito real passa a ser o aluno”. (Santos, 2002). Neste mesmo ano o termo foi citado em um documento do MEC o qual normatizava a Educação a distância.

4ª semana

Para escrever a referência bibliográfica do TCC voltei a interdisciplina Escola, Projeto Pedagógico e Currículo para rever as ideias de Paulo Freire no seu livro Pedagogia da Autonomia (1996) neste ele apresenta as suas reflexões sobre a pedagogia dialógica , quando o vínculo entre educador e educando são construídos através da palavra, na partilha e aceitação do mundo do educando e na recriação conjunta da realidade. Ou seja ele acreditava que o papel do professor não é de transmissor de conhecimentos. Ele apresenta no livro :
“ensinar não é transferir conhecimento, mas criar as possibilidades para a sua própria produção ou a sua construção. Quando entro em uma sala de aula devo estar sendo um ser aberto a indagações, à curiosidade, às perguntas dos alunos, às suas inibições” (Freire, 1996, p. 52).

domingo, 5 de setembro de 2010

3ª semana

Do primeiro eixo a aprendizagem que ficou foi com relação a utilização do blog, do PBwiki, a publicação de vídeos, a utilização de alguns sites como o xtimeline e a criação da linha do tempo. Para o TCC alguns destes conhecimentos estão sendo utilizados, pois trabalhei com blog com os alunos do estágio. Aprendi sozinha a utilizar o Audacity e trabalhei com os alunos na criação de programas de rádio e esta atividade é que servirá para o desenvolvimento do TCC.

domingo, 29 de agosto de 2010

2ª Semana

Durante o primeiro semestre de 2010 realizei o estágio supervisionado na Escola Municipal de Ensino Fundamental Senador Alberto Pasqualini, uma escola do Município de Porto Alegre, que está localizada na II Unidade do Bairro Restinga. A turma na qual eu fiz o estágio curricular era uma turma da Educação de Jovens e Adultos (EJA) da Totalidade 2 (T21). Estavam matriculados vinte alunos, no entanto uma média de nove alunos frequentam as aulas. Os alunos tinham idade entre 17 e 82 anos, sendo 12 mulheres e 08 homens. Eles moravam no interior, não havia escola próxima, tiveram que trabalhar ainda muito jovens ou criança, tiveram um dos pais, ou ambos, mortos muito cedo. Estes alunos em suas atividades de trabalho não conseguiram tempo nem condições para estudarem. São: pedreiros, empregadas domésticas, cozinheiras, auxiliar de serviços gerais, costureiras, donas de casa, diaristas. Apenas naquele momento encontraram condições para conseguirem estudar, alguns estavam aposentados, alguns faziam bicos, e outros ainda trabalhavam.

Para a realização deste estágio optei por trabalhar com a criação de programas de rádio. Comecei levando os alunos para a sala de informática, mostrando como se ligava e desligava o computador de início, pois a maioria nunca havia entrado na sala de informática ou trabalhado com um computador, e após trabalhando com outros conhecimentos com relação a informática que eles necessitariam para criar os programas de rádio. Utilizar os meios de comunicação, em especial o rádio, durante o processo educativo é uma forma de estimular os alunos a produzirem textos variados apresentando suas idéias, seus pontos de vista, ou seja, conquistando a autoria. É uma possibilidade dos alunos desenvolverem um trabalho cooperativo para a construção de textos escritos e orais, além de estarem em um processo de alfabetização com diversas mídias. Desta forma desenvolvi programas de rádio com a turma do estágio utilizando o software Audacity.

Para a realização do TCC deste semestre apresento a proposta de analisar este trabalho desenvolvido, tendo como dados os programas realizados pelos alunos, os comentários dos mesmos durante o trabalho e as anotações realizadas neste período tendo como foco a seguinte pergunta:


É possível considerar a criação de programas de rádio como uma arquitetura pedagógica dentro do processo de alfabetização da EJA?

Como embasamento teórico para este trabalho, utilizarei as concepções teóricas do Construtivismo apresentadas por Piaget que também embasam as Arquiteturas Pedagógicas, assim como as idéias de Paulo Freire para a busca de uma pedagogia da incerteza, os documentos que apresentam as diretrizes da EJA e os trabalhos realizados sobre a produção de rádio escolar.

sexta-feira, 20 de agosto de 2010

1ª semana

Para este começo de semestre vou fazer uma reflexão sobre o que eu entendo como uma Universidade, para tal apresento uma fala de João Carlos Salles Pires da Silva, com a qual eu concordo em quase a totalidade: “Uma Universidade autêntica nunca se resume a uma instituição de ensino, nem é sua marca própria a mera prestação de serviços. Uma Universidade pode formar pessoas e ter um ensino de qualidade exatamente pelas pesquisas que desenvolve e pela relação singular e orgânica que estabelece com a comunidade. Assim, como instituição pública, democrática e gratuita de ensino superior, a Universidade se caracteriza por produzir conhecimento, mantendo uma necessária relação com a sociedade em que se insere, de sorte que tal laço indissolúvel entre ensino, pesquisa e extensão deve ser bem mais que uma simples bandeira. Tal laço nos define. Desse modo, dada sua natureza, seu compromisso com a produção de conhecimentos e sua interação com a sociedade, a Universidade torna-se lugar natural de concorrência entre saberes e também de crítica e de reflexão, sendo forte e necessária sua resistência ao que porventura possa ameaçar seu espírito crítico e cívico – espírito mediante o qual ela pode distinguir, por exemplo, os interesses de longo prazo da sociedade dos interesses imediatistas do mercado.”

Fonte: http://www.ffch.ufba.br/IMG/pdf/Programa_de_Gestao_FFCH.pdf

Concordo com o texto que uma instituição ou curso que vise apenas o ensino não é uma Universidade, mas um colégio de terceiro grau. Em uma universidade tem de haver a pluralidade de idéias, de pontos de vista, de conhecimento de teóricos com visões diferentes. Um aspecto importantíssimo é a capacidade da convivência da diversidade e de aceitação da crítica e da avaliação, seja ela positiva ou não. Em uma Universidade não se admite a retaliação daqueles que pensam de forma diferente da maioria, que têm a coragem de expor suas idéias ou o uso do antigo artifício de uso das notas para coagir os que pensam diferente. No entanto nem todas conseguem ser Universidades, e são curso de formação do 3º grau.