segunda-feira, 8 de junho de 2009

12ª Semana

Durante a aula presencial de Psicologia da Educação trabalhamos em grupo (Andréia Mancuso, Dania, Darlene, Ivete, Jane, Magdalena, Marta, Rosali, Vera Prates) para construir um mapa conceitual com o que foi trabalhado em psicologia. O resultado do trabalho em grupo foi o seguinte:



Utilizando CmapTools refiz o mapa conceitual em casa:




Lembrando das apresentações dos grupos e dos comentários das professoras durante a aula presencial, tentei reorganizar o mapa para melhorar as relações entre os conceitos e fazer com que ele não ficasse tão linear. O resultado foi o seguinte:


segunda-feira, 1 de junho de 2009

11ª Semana

Esta semana trabalhamos com o texto Educação após Auschwitz de Theodor Adorno.Lembrar do holocausto e da barbárie que aconteceu naquele período e tentar explicar isto para que tal fato não se repita é muito importante. Podemos pensar em nossa atual sociedade e perceber onde ocorre a maioria dos casos de violência sem o menor risco de civilização. Estes fatos ocorrem entre a população de baixo nível educacional, podemos citar o abuso sexual das crianças, o espancamento de crianças e mulheres, a morte por motivos banais, como não obedecer uma ordem, dentro das organizações criminosas de tráfico de drogas. Estas atitudes violentas que lembram a barbárie não ocorrem somente entre a população com baixo nível cultural, podemos lembrar o caso do índio morto em Brasília por jovens de classe alta, o caso da empregada doméstica que foi espancada por um outro grupo, o pai que matou a filha e após a jogou pela janela, no entanto nos grupos sociais com um nível educacional maior elas são em menor número e acabam até virando notícia o que não ocorre com os casos entre a população sem instrução, pois estes fatos já viraram rotina. Em todos estes casos citados há um distanciamento do agressor que se coloca em uma outra categoria, fazendo assim com que não haja uma relação fraternal com o outro, ou em alguns casos que se coloque em uma categoria superior, não considerando o outro como mais um ser dentro do grupo dos humanos. Este distanciamento também ocorre para aqueles que não agridem mas permitem que outras pessoas o façam. Podemos usar como exemplo a situação dos presos nas delegacias e presídios do estado, a maior parte da população não é o agressor direto, mas se omite por pensar que aquele grupo de pessoas não merece o mesmo respeito que qualquer ser humano, assim permitem que eles vivam em condições piores que alguns animais. Apenas observando estes dois pontos podemos perceber como a falta de instrução, a não consideração de todos os seres humanos como iguais, pode levar a atitudes de barbárie, mesmo hoje em dia, incluindo um grupo menor de pessoas que durante o holocausto, mas ainda presente na nossa sociedade

segunda-feira, 25 de maio de 2009

10ª Semana

Estamos trabalhando com os registro e análise das provas do Método Clínico de Piaget. No primeiro momento, da aplicação do teste de Conservação da Massa, tudo pareceu ser muito fácil de realizar. Após a aula presencial e a releitura do trabalho percebi alguns problemas que aconteceram durante a aplicação da prova. No primeiro item do teste (Igualdade Inicial) o aplicador tem de assegurar-se de que a criança percebe que as duas bolinhas têm a mesma quantidade de massa e isto não foi feito. Também, é necessário que as perguntas sejam objetivas, não permitindo dúvidas na sua interpretação nem indução a resposta. Portanto seria apropriado perguntar a criança se há a mesma quantidade de massa, e não se são do mesmo tamanho ou são iguais. Outra observação que percebi após o trabalho é que deve-se dar duas ou três respostas possíveis para o aluno quando é feito a pergunta. Quando se dá apenas uma possibilidade pode-se induzir a resposta. Assim deve-se perguntar: Elas têm a mesma quantidade de massa ou não? Ou ainda: Elas têm mais massa, menos ou são iguais?
Outras questões que algumas vezes não realizei durante a aplicação foram: perguntar a criança antes da transformação, se a nova forma continuaria com a mesma quantidade de massa; questionar a resposta da criança para que ela explique como pensou; usar a contra-argumentação na resposta. Por ser a primeira vez que apliquei o teste me detive em determinados pontos e esqueci de uns ou não valorizei outros. Após todas as análises, continuei achando que a aluna observada enquadra-se no estágio pré-operatório, ou seja, com todos os erros ainda consegui ter uma resposta satisfatória no final, mas a aplicação, e principalmente a releitura do relado desta, serviram para melhorar a minha compreensão das provas utilizadas por Piaget.

9ª Semana

Esta semana fazendo o trabalho de Questões Étnico-Raciais na Educação realizei entrevistas com alguns alunos para saber “Como eles se sentiam como um aluno negro naquela escola”. Após as entrevistas percebi que existe um problema grave de racismo na escola, mesmo esta tendo um grande número de alunos negros. Também ficou claro que identificar-se como negro é um problema, pois os colegas utilizam as características da raça negra como algo pejorativo, feio, um defeito. Estes insultos são feitos por alunos brancos e negros. Não existe um orgulho de ser negro, para sobreviverem, principalmente nos momentos em que os professores estão longe, como na hora do recreio, uns agridem verbalmente os outros. Assim a auto imagem dos alunos é distorcida, eles não conseguem, ou não querem se ver como negros, isto faz com que tenham uma auto estima baixa. Penso que temos de deixar de fazer somente a semana da consciência negra na escola, em novembro, e passar a trabalhar com estas questões com os alunos, um bom começo poderia ser utilizar falas dos próprios alunos, como as apresentadas nesta entrevista, e discutir com as turmas.

segunda-feira, 11 de maio de 2009

8ª Semana

Esta semana realizamos um trabalho em Psicologia, aplicando os testes do Método Clínico de Piaget. Foi muito interessante perceber como podemos detectar em que período de desenvolvimento cada aluno está, aplicando tais testes, e como as respostas e atitudes das crianças são parecidas durante a aplicação dos mesmos. Como não trabalho com os alunos pequenos esta atividade me deixou muito encantada de ver a teoria se concretizando na prática. Abaixo apresento um vídeo do YouTube com algumas informações sobre Piaget.

segunda-feira, 4 de maio de 2009

7ª semana

Esta semana assisti o filme “O clube do Imperador” que narra a história de um professor, William Hundert (Kevin Kline), da escola St. Benedict's, uma escola para rapazes que recebe como alunos a nata da sociedade americana. O professor leciona História Antiga e tenta dar lições de moral para serem aprendidas, através do estudo de filósofos gregos e romanos. Tudo vai bem até que um novo aluno é matriculado na escola, Sedgewick Bell (Emile Hirsch), o filho de um influente senador. Com rebeldia, conduta inadequada, falta de princípios morais o rapaz tumultua a escola, a aula de História e a vida do Professor Hundert. O filme apresenta várias situações para nos questionarmos sobre questões éticas e morais, também levanta a discussão de até que ponto os fins justificam os meios. Outra questão que o filme apresenta é a difícil tarefa do ser humano de sempre seguir os princípios morais e quais as opções que temos quando isto não ocorre. O filme é muito bom e levanta importantes itens para serem pensados por todos nós.

PS: Consegui no YouTube algumas cenas do filme no final aparece o momento em que o professor está questionado o aluno durante a final do Senhor Julio Cesar, um concurso sobre Roma Antiga, e percebe que este está colando.


sábado, 25 de abril de 2009

6ª semana

Visita ao Município de Mostardas
Hoje estivemos visitando o Quilombo do Casca, no Município de Mostardas, que fica localizado na planície litorânea no istmo entre a Lagoa dos Patos e o Oceano Atlântico. Conversamos com os quilombolas, atualmente são aproximadamente 250 pessoas, sobre os problemas que estão enfrentando. Eles estão lutando para recuperar as terras que lhes foram expropriadas e pela titulação coletiva. Com a titulação, esperam alcançar melhores condições de vida, sem a necessidade de suas famílias abandonarem o território em busca de emprego em outras cidades, segundo a representante da Associação dos Quilombolas que conversou conosco.
A história da comunidade de Casca remonta ao final do século XVIII, quando escravos negros foram trazidos para os Campos de Casca, território de propriedade de Francisco Lopes de Mattos e Quitéria Pereira do Nascimento.
Dona Quitéria, como é chamada pelos atuais moradores da comunidade, foi casada com o capitão Francisco Lopes de Mattos. Ambos eram de origem abastada, de famílias da aristocracia rio-grandense-do-sul. Eles eram donos da Fazenda dos Barros Vermelhos e de mais de 20 escravos. O casal não teve filhos, mas criou Ana Joaquina de Souza e o mulato forro Manoel (LEITE, 2002: 107-8).
Em 1794, quatro anos antes de morrer, Francisco fez o testamento do casal, no qual deixou todos os seus bens aos filhos adotivos, parentes e “protegidos”, libertando também alguns escravos. Logo após o seu falecimento, Dona Quitéria mudou-se para Porto Alegre, mantendo escravos e negros forros vivendo em sua fazenda. “É possível depreender através do testamento de Quitéria que a área de Casca era reduto de escravos e libertos morando juntos mediante o consentimento dos senhores, como uma espécie de povoado” (LEITE, 2002: 95). Trata-se de uma situação rara, de cativos e libertos ocupando terras com o consentimento e controle dos seus senhores (LEITE, 2002: 95). De acordo com depoimento de Dona Ilza, membro da comunidade: “Eram escravos que viviam nas terras de Dona Quitéria, mas tinham já o seu meio de trabalhar, tinham casas, já moravam em casas, então eles tinham condições de se desenvolver sozinhos”.No ano de 1824, Dona Quitéria decidiu modificar o testamento feito pelo marido, deixando para os escravos uma porção de suas terras — que eles já ocupavam parcialmente — junto com a alforria. A única condição imposta por Quitéria no testamento foi a inalienabilidade do território doado, ou seja, os quilombolas não poderiam vender a terra e tampouco se desfazer dela. No ano seguinte, Quitéria faleceu e as determinações do testamento foram colocadas em prática. Assim conta Dona Ilza:
“Quando Dona Quitéria libertou nossos antepassados, ela deixou um pedaço de terra, na época eram mais de 2.640 hectares, mas ela também deixou gado, deixou carreta, deixou animais, deixou tudo o que os escravos precisavam pra sobreviver naquela época, deixou jóias... tudo isso ela deixou pros escravos. Quer dizer, ela deixou os seus escravos bem, ela não deixou nenhum escravo rondando.”
Fonte: http://www.cpisp.org.br/comunidades/html/brasil/rs/_casca/casca_testamento.html