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domingo, 14 de junho de 2009

13ª Semana




O termo “índio” foi o resultado de um erro náutico. Cristóvão Colombo, achando que havia chego às Índias em 1942, chamou os nativos de índios ou indígenas, mas realmente havia chego na América. Na verdade não existe nenhum povo, tribo ou clã com a denominação de índio, cada “índio” pertence a um povo, a uma etnia identificada por sua denominação própria.
No entanto na década de 1970 os povos indígenas do Brasil, chegaram à conclusão de que era importante manter, aceitar e promover a denominação genérica de índio ou indígena, como uma identidade que une, articula, visibiliza e fortalece todos os povos originários do atual território brasileiro e, principalmente, para demarcar a fronteira étnica e identitária entre eles.
Este sentimento e esta atitude positiva estão provocando o chamado fenômeno da etnogênese, principalmente no Nordeste. Os povos indígenas, que por força de séculos de repressão colonial escondiam e negavam suas identidades étnicas, agora reivindicam o reconhecimento de suas etnicidades e de suas territorialidades nos marcos do Estado brasileiro. Então o que parecia ser algo pejorativo no passado, todos os povos serem chamados de indígenas ou índios, hoje se transformou em uma maneira de apresentar-se a toda a sociedade brasileira mostrando a sua diferença com relação aos outros povos que não são moradores nativos destas terras, como também, de uma forma de união para brigar pelos interesses em comum entre os diferentes povos indígenas.

Fonte : “ Os índios no Brasil quem são e quantos são” Texto extraído do livro “O índio brasileiro: o que você precisa saber sobre os povos Indígenas no Brasil de hoje” – Brasília, 2006.Autor: Gersen dos Santos Luciano – Baniwa
Site: http://www.trilhasdeconhecimentos.etc.br/

segunda-feira, 25 de maio de 2009

9ª Semana

Esta semana fazendo o trabalho de Questões Étnico-Raciais na Educação realizei entrevistas com alguns alunos para saber “Como eles se sentiam como um aluno negro naquela escola”. Após as entrevistas percebi que existe um problema grave de racismo na escola, mesmo esta tendo um grande número de alunos negros. Também ficou claro que identificar-se como negro é um problema, pois os colegas utilizam as características da raça negra como algo pejorativo, feio, um defeito. Estes insultos são feitos por alunos brancos e negros. Não existe um orgulho de ser negro, para sobreviverem, principalmente nos momentos em que os professores estão longe, como na hora do recreio, uns agridem verbalmente os outros. Assim a auto imagem dos alunos é distorcida, eles não conseguem, ou não querem se ver como negros, isto faz com que tenham uma auto estima baixa. Penso que temos de deixar de fazer somente a semana da consciência negra na escola, em novembro, e passar a trabalhar com estas questões com os alunos, um bom começo poderia ser utilizar falas dos próprios alunos, como as apresentadas nesta entrevista, e discutir com as turmas.

sábado, 25 de abril de 2009

6ª semana

Visita ao Município de Mostardas
Hoje estivemos visitando o Quilombo do Casca, no Município de Mostardas, que fica localizado na planície litorânea no istmo entre a Lagoa dos Patos e o Oceano Atlântico. Conversamos com os quilombolas, atualmente são aproximadamente 250 pessoas, sobre os problemas que estão enfrentando. Eles estão lutando para recuperar as terras que lhes foram expropriadas e pela titulação coletiva. Com a titulação, esperam alcançar melhores condições de vida, sem a necessidade de suas famílias abandonarem o território em busca de emprego em outras cidades, segundo a representante da Associação dos Quilombolas que conversou conosco.
A história da comunidade de Casca remonta ao final do século XVIII, quando escravos negros foram trazidos para os Campos de Casca, território de propriedade de Francisco Lopes de Mattos e Quitéria Pereira do Nascimento.
Dona Quitéria, como é chamada pelos atuais moradores da comunidade, foi casada com o capitão Francisco Lopes de Mattos. Ambos eram de origem abastada, de famílias da aristocracia rio-grandense-do-sul. Eles eram donos da Fazenda dos Barros Vermelhos e de mais de 20 escravos. O casal não teve filhos, mas criou Ana Joaquina de Souza e o mulato forro Manoel (LEITE, 2002: 107-8).
Em 1794, quatro anos antes de morrer, Francisco fez o testamento do casal, no qual deixou todos os seus bens aos filhos adotivos, parentes e “protegidos”, libertando também alguns escravos. Logo após o seu falecimento, Dona Quitéria mudou-se para Porto Alegre, mantendo escravos e negros forros vivendo em sua fazenda. “É possível depreender através do testamento de Quitéria que a área de Casca era reduto de escravos e libertos morando juntos mediante o consentimento dos senhores, como uma espécie de povoado” (LEITE, 2002: 95). Trata-se de uma situação rara, de cativos e libertos ocupando terras com o consentimento e controle dos seus senhores (LEITE, 2002: 95). De acordo com depoimento de Dona Ilza, membro da comunidade: “Eram escravos que viviam nas terras de Dona Quitéria, mas tinham já o seu meio de trabalhar, tinham casas, já moravam em casas, então eles tinham condições de se desenvolver sozinhos”.No ano de 1824, Dona Quitéria decidiu modificar o testamento feito pelo marido, deixando para os escravos uma porção de suas terras — que eles já ocupavam parcialmente — junto com a alforria. A única condição imposta por Quitéria no testamento foi a inalienabilidade do território doado, ou seja, os quilombolas não poderiam vender a terra e tampouco se desfazer dela. No ano seguinte, Quitéria faleceu e as determinações do testamento foram colocadas em prática. Assim conta Dona Ilza:
“Quando Dona Quitéria libertou nossos antepassados, ela deixou um pedaço de terra, na época eram mais de 2.640 hectares, mas ela também deixou gado, deixou carreta, deixou animais, deixou tudo o que os escravos precisavam pra sobreviver naquela época, deixou jóias... tudo isso ela deixou pros escravos. Quer dizer, ela deixou os seus escravos bem, ela não deixou nenhum escravo rondando.”
Fonte: http://www.cpisp.org.br/comunidades/html/brasil/rs/_casca/casca_testamento.html

domingo, 12 de abril de 2009

4ª Semana

Durante o trabalho de construção do mosaico étnico-racial fiz algumas perguntas para os alunos pensarem sobre o tema, percebi que 90% dos alunos nunca tinham pensado sobre o assunto. Muitos não têm a menor noção de qual raça ou etnia pertencem seus pais, nem sabem a qual raça, eles mesmos, pertencem. Alguns alunos pertencentes a raça negra vinham me perguntar qual era a sua origem, pois eles não tinham a menor noção, eu tentava fazer eles perceberem pelos traços físicos a que raça pertenciam, mas eles não queriam ou não conseguiam perceber. Alguns resumiram dizendo que eram brasileiros. Algumas outras palavras apareceram como: sarara, branca escura, sarara branca, moreno. Com relação aos hábitos alimentares que mostravam o seu pertencimento racial a situação foi pior, pois os poucos que falaram alguma coisa mostraram total desconhecimento. Um aluno colocou que sua família era de origem alemã e a comida que mostrava isto era a pizza, outro como sendo descende de judeus e italianos e a comida feijão com arroz.

domingo, 22 de março de 2009

1ª Semana

Beleza Negra









Nestas férias viajei pela Bahia e percebi a Beleza Negra, esta chama a atenção de todos aqueles que passam por aquele estado. Pensando sobre o tema, descobri que nós, no RS, não somos mais feios que eles, mas nos falta aquele orgulho de ser negro, de identifica-se como negro, de cultivar, de viver e mostrar a cultura negra para todos, falta auto-estima na maioria do povo negro daqui.