segunda-feira, 16 de novembro de 2009

12ª semana

Durante esta semana trabalhamos com alguns textos sobre o ensino nas escolas para surdos e quais as possibilidades de mudança. Sabemos que a maioria das escolas de surdos tem um ensino estruturado por ouvintes, não respeitando a cultura, língua e identidade das pessoas surdas. Um contra ponto a isto é a Pedagogia Surda onde as identidades, as línguas, os projetos educacionais, a história, a arte, as comunidades e as culturas surdas, são focalizados e entendidos a partir da diferença, a partir do seu reconhecimento político. Nessa perspectiva, o surdo é reconhecido como um sujeito completo e não como um sujeito deficiente, a quem falta algo. Desta forma a Pedagogia Surda não valoriza aquilo que falta, mas a cultura visual dos surdos em suas práticas inclusive a sua língua própria, a Língua de Sinais. Estas idéias do autor estão de acordo com o que se pensa hoje em termo de educação como um todo: respeito às diferenças, estabelecimento de novos paradigmas, produção da singularidade e ruptura com os modelos que hoje se apresentam como padrão. Assim respeitar os surdos como pessoas completas com sua cultura própria.

segunda-feira, 9 de novembro de 2009

11ª semana

Dentro da interdisciplina de EJA trabalhamos com algumas características do aluno jovem e adulto sua identidade a forma como utiliza a linguagem e o pensamento. Após a leitura do texto apresentado, podemos perceber as seguintes características:
As pessoas que estão na EJA não são crianças, segundo a autora formam um grupo homogêneo, migrante que chega às grandes metrópoles, proveniente de áreas rurais, filhos de trabalhadores rurais, com baixo nível de instrução escolar,com freqüência são analfabetos, com uma passagem curta e não sistemática pela escola, trabalhando em ocupações urbanas não qualificadas, após experiência de trabalho na infância e na adolescência buscam a escola tardiamente para alfabetizar-se ou cursar o ensino supletivo. O jovem é também um excluído da escola e incorporado aos cursos supletivos em fases mais adiantadas da escolaridade,com maiores chances, portanto de concluir o ensino fundamental, ligado ao mundo urbano e a condição de membro de determinados grupos culturais. Esta clientela traz consigo uma história mais longa, experiências, conhecimentos acumulados e reflexões sobre o mundo externo sobre si mesmo e sobre as outras pessoas.Na aprendizagem traz diferentes habilidades e dificuldades , tem maior capacidade de reflexão sobre o conhecimento e sobre seus próprios processos de aprendizagem. Desta forma quando trabalhamos com esta clientela devemos levar em consideração este perfil para podermos pensar em um planejamento voltado para esta população e não simplesmente fazer transferência de planejamentos e procedimentos usados com as para crianças do ensino regular.

domingo, 1 de novembro de 2009

10ª semana

Durante esta semana trabalhamos com as ideias de Paulo Freire. Ele foi o teórico que apresentou os temas geradores. Para ele o objetivo maior da educação é conscientizar o aluno, ele defendia que isto seria fazer com que a população desfavorecida da sociedade consiguisse compreender sua situação de oprimida. Hoje percebemos que a população ainda não conseguiu chegar a este patamar, obervamos que a maioria desta população nem consegue se identificar como pobre, muitos continuam votando nos mesmos candidatos que a população das classes A e B votam e ainda acham que estão fazendo o certo.

terça-feira, 27 de outubro de 2009

9ª semana

Esta semana estou sem assunto, depois de muito pensar lembrei de um trecho de um texto de didática que ficou completamente sem sentido. Este trecho que falava sobre método foi o seguinte: “algo que funcione sempre como uma vigilância epistemológica que tem, no fundo, uma teorização subjacente” (Veiga Neto, 2003, p.20 apud Trindade, no prelo). Realmente não sei o que isto quer disser.

segunda-feira, 19 de outubro de 2009

8ª semana

Esta semana dedicada à recuperação aproveitei para fazer o terceiro trabalho de Libras, descrição de um diálogo. Foi interessante me descobrir completamente perdida com uma língua diferente, como trabalho com inglês, sempre digo aos meus alunos que é fácil o diálogo e eles respondem “Fácil para a senhora que já sabe!”. Depois que, com muito trabalho, consegui compreender e descobri que o diálogo era bem elementar, percebi que havia ficado como os meus alunos, perdida já no começo. Foi interessante vivenciar está situação para perceber como os meus alunos se sentem.

segunda-feira, 12 de outubro de 2009

7ª semana

Na aula presencial desta semana fizemos a apresentação dos PAs. Apresentar para um grupo sempre é um desafio, mas a cada semestre esta tarefa tem sido mais fácil, embora ainda me deixe bem nervosa. Ver o resultado do trabalho dos colegas me deixou mais tranquila, percebi que todos ainda estamos bem longe do que deveria ser um PA, de acordo com as críticas que recebi na página do trabalho sobre as tarefas erradas que fizemos. Também consegui perceber que se nós professores, depois do terceiro semestre trabalhando com PA, ainda não conseguimos dar conta de fazer, nossos alunos vão ficar no Ctrl+C Ctrl+V e no final fazer um resumo daquilo que copiaram da internet e que, em muitos casos, eles nem leram até o final o texto. Ter uma visão mais realista de como isto está sendo compreendido pelos colegas e como isto pode ser feito pelos alunos me deixa mais tranquila para experimentar esta forma de trabalho.

segunda-feira, 5 de outubro de 2009

6ª semana

Oi, esta semana não tem como fugir do tema que mobilizou e estressou bastante a todos, o PA. Não consegui ainda descobrir as vantagens de trabalhar desta forma, se tivesse de estudar assim já teria desistido. Dá muito trabalho e pouco resultado, o maior problema é imaginar que vou ter de trabalhar desta maneira durante o estágio, não sei nem por onde começar com as crianças, eles não sabem nada de informática, alguns não estão alfabetizados e todos são muito dependentes. Acho que será uma grande loucura, queria conhecer uma professora que realmente trabalhassem em sala de aula com os PAs com alunos pequenos, mas não estes projetos da faculdade ou para teses ou dissertações, mas no dia-a-dia, com a criançada, para saber como é de verdade, só sei que já estou muito preocupada com isto desde agora.